Outubro Rosa é uma campanha de conscientização direcionada à sociedade e às mulheres, sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.
O movimento surgiu em 1990, na primeira Corrida pela Cura, realizada
em Nova York. Desde então, vem sendo promovida anualmente na cidade. O
nome remete à cor do laço rosa que simboliza mundialmente a luta
contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas
e entidades.
A primeira iniciativa no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi a iluminação do monumento Mausoléu
do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do
Ibirapuera), localizado em São Paulo. No dia 02 de outubro de 2002, quando foi
comemorado os 70 Anos do Encerramento da Revolução, o monumento
ficou iluminado de rosa.
Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes
com a causa do câncer de mama, que, com o apoio de uma conceituada
empresa européia de cosméticos iluminaram de rosa o Obelisco do
Ibirapuera em alusão ao Outubro Rosa.
ENTENDER PRA PREVENIR O CÂNCER DE MAMA
O QUE É
Todo câncer caracteriza-se por um crescimento rápido e desordenado de
células, que adquirem a capacidade de se multiplicar. Essas células
tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação
de tumores malignos (câncer), que podem espalhar-se para outras regiões
do corpo. O câncer também é comumente chamado de neoplasia.
O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são
glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores
chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em
mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto
Nacional de Câncer (Inca).
Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, 2014-2015,
produzida pelo Inca, o Brasil terá 576 mil novos casos de câncer por
ano. Desses, 57.120 mil serão tumores de mama.
O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima
dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É
importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno e que ele pode
ocorrer também em homens, mas em número muito menor. A maioria dos
nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser
confirmado por meio de exames médicos.
Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o
nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura do câncer de mama
chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para serem
detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é
fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.
FATORES DE RISCO
Os fatores de risco modificáveis bem conhecidos até o momento
estão relacionados ao estilo de vida, como o excesso de peso e a
ingestão regular (mesmo que moderada) de álcool. Alterá-los, portanto,
diminui o risco de desenvolver a doença. No entanto, a adoção de um
estilo de vida saudável nunca deve excluir as consultas periódicas ao
ginecologista, que incluem a mamografia anual a partir dos 40 anos.
O câncer de mama – e o câncer de forma geral – não tem uma causa
única. Seu desenvolvimento deve ser compreendido em função de uma série
de fatores de risco, alguns deles modificáveis, outros não.
O histórico familiar é um importante fator de risco não modificável
para o câncer de mama. Mulheres com parentes de primeiro grau (mãe ou
irmã) que tiveram a doença antes dos 50 anos podem ser mais vulneráveis.
Entre outros fatores de risco não modificáveis estão o aumento da
idade, a menarca precoce (primeira menstruação antes dos 11 anos de
idade), a menopausa tardia (última menstruação após os 55 anos), nunca
ter engravidado ou ter tido o primeiro filho depois dos 30 anos.
SINTOMAS
O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de um caroço.
Nódulos que são indolores, duros e irregulares têm mais chances de ser
malignos, mas há tumores que são macios e arredondados. Portanto, é
importante ir ao médico. Outros sinais de câncer de mama incluem:
- inchaço em parte do seio;
- irritação da pele ou aparecimento de irregularidades, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja;
- dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro);
- vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama;
- saída de secreção (que não leite) pelo mamilo;
- caroço nas axilas;
O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será curá-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%, segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – Femama. Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental na luta contra o câncer de mama.
Se o diagnóstico precoce é a melhor estratégia, a principal arma para
sair vitoriosa dessa luta é a mamografia, realizada uma vez por ano em
todas as mulheres com 40 anos ou mais. É a partir dessa idade que o
risco da doença começa a aumentar significativamente.
A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer
de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o
nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode
ser curado em até 95% dos casos.
Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de
mama divulgaram a ideia de que o autoexame das mamas, baseado na
palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo
passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram.
O autoexame continua sendo importante – mas de forma secundária. Ele é
essencial para que a mulher conheça seu corpo, em especial sua mama, e
possa perceber qualquer alteração. O autoexame pode ser feito
visualmente e por meio da palpação, uma vez por mês, após o final da
menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o ideal é definir
uma data e fazê-lo uma vez ao mês, sempre no mesmo dia. Entretanto, ele
não substitui a importância do exame clínico feito por um profissional
da saúde por meio da palpação e, menos ainda, a mamografia.
É fundamental que, além do autoexame, todas as mulheres acima dos 40
anos façam seus exames de rotina, entre eles a mamografia. Só ela pode
detectar precocemente um nódulo pequeno e aumentar muito as chances de
cura.
MAMOGRAFIA
A mamografia é um exame de raio-X, na qual a mama é comprimida entre
duas placas de acrílico para melhor visualização. Em geral são feitas
duas chapas de cada mama: uma de cima para baixo e uma de lado. Apesar
da compressão da mama ser um pouco desagradável para algumas mulheres, é
importante lembrar que ela não é perigosa para a mama. A dose de raios X
utilizada nos aparelhos modernos é também muito baixa, e não deve
servir de empecilho para a realização do exame.
Fundamental e insubstituível, a mamografia pode detectar nódulos de
mama em seu estágio inicial, quando não são percebidos na palpação do
autoexame feito pela mulher ou pelo profissional de saúde. Por serem
pequenos, esses nódulos têm menor probabilidade de disseminação e mais
chances de cura.
Por essa razão, as mulheres acima de 40 anos devem realizar a
mamografia regularmente, em intervalos anuais. E, com a efetivação da
Lei Federal nº 11.664/2008, em vigor a partir de 29 de abril de 2009,
toda mulher brasileira tem direito a realizar pelo SUS sua mamografia
anual a partir dessa idade.
Como todo exame médico, a mamografia está sujeita a deficiências.
Acredita-se que cerca de 10% dos casos comprovados de câncer de mama não
sejam detectados na mamografia, principalmente em mulheres jovens, que
têm a mama densa. A ultrassonografia pode auxiliar no diagnóstico quando
associada à mamografia e pode ser muito útil para detectar lesões
duvidosas.
O diagnóstico positivo é sempre uma notícia impactante, mas é
importante estar bem informada para conversar com o oncologista sobre as
opções de terapias disponíveis e mais apropriadas para o seu caso.
Carcinoma ductal e lobular
As mamas são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. A principal classificação do câncer de mama diz respeito à estrutura em que se originou o tumor.
O tipo mais comum é chamado carcinoma ductal, porque se origina nas
células dos ductos mamários. Ele pode ser in situ, quando se restringe
às células desses ductos, ou invasor, quando se dissemina para os
tecidos adjacentes. Já o carcinoma lobular, menos comum, tem origem nas
células dos lóbulos mamários, e também pode ser in situ ou invasivo.
O carcinoma ductal ou o lobular in situ representam o estágio mais
precoce do câncer de mama. Se não forem tratados, a tendência é evoluir
para a forma invasora, disseminando-se para outras regiões da mama e,
posteriormente, do corpo. Nessa fase, os tumores são muito pequenos
(menores de 1 centímetro) para serem palpados, mas podem ser detectados
na mamografia e curados em 95% dos casos.
Tipo inflamatório
O câncer de mama pode ser ainda do tipo inflamatório, que é uma forma de apresentação incomum dos carcinomas invasores. Ele costuma disseminar-se por toda a pele da mama, tornando-a avermelhada, quente e inchada devido à presença de células tumorais nos vasos linfáticos da pele.
Outros tipos de câncer de mama, bem mais raros, incluem a doença de
Paget, que se inicia no mamilo; os linfomas, que acometem o sistema
linfático da mama; e os sarcomas, que se originam no tecido conjuntivo
(músculo ou gordura) da mama.
Receptores hormonais
Seja qual for o tipo, todos os tumores de mama devem ser testados quanto à presença de receptores para hormônios femininos (estrógeno e progesterona), que são proteínas localizadas na superfície externa da célula. Sua presença indica sensibilidade das células tumorais a esses hormônios. Trata-se de uma informação muito importante para definir que tipo de tratamento a paciente irá receber. Os tumores positivos para receptores hormonais geralmente crescem mais lentamente.
HER-2
Outro receptor cuja presença fará muita diferença no tratamento prescrito pelo médico é conhecido como HER-2. Trata-se de uma proteína, também situada na face externa da célula, que está presente em 25% dos casos de câncer de mama. Os tumores HER-2 positivos costumam ser mais agressivos, isto é, crescem e se disseminam mais rapidamente que outros tipos de câncer, e devem ser tratados com medicamentos específicos.
CAMPANHA "POR MAIS TEMPO"
Hoje, graças aos avanços científicos, existem novos tratamentos que
podem aumentar a expectativa de vida das pacientes que convivem com
câncer de mama metastático com menos efeitos adversos.
Infelizmente no Brasil somente as pacientes que possuem planos de saúde recebem essas novas opções terapêuticas.
Já as pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) não têm acesso, em sua maioria, a esses medicamentos.
Queremos essas terapias acessíveis a todas as pacientes com
câncer de mama metastático. Ajude essas mulheres a ter a chance de viver
mais
ASSINE A PETIÇÃO: https://www.pormaistempo.com.br/
Com a sua assinatura, você pode ajudar mulheres com câncer de mama
metastático a ter acesso aos tratamentos adequados que as permitem
viver POR MAIS TEMPO.
Meninas, vamos fazer o autoexame independente da idade, vamos ensinar essa prática às nossas filhas e conscientizar nossas mães e avós. Mas mesmo assim, vamos também lembrar mais uma vez que nódulos menores que 1 cm não são perceptíveis às mãos, então à partir dos 40 anos, vamos incentivar e praticar a mamografia. Muitas reclamam da dor do exame, mas com certeza a dor de um câncer é bem maior!
Outubro Rosa, conscientize-se!!!





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